segunda-feira, 26 de março de 2012

Melhora significativa

Como já contei em meu livro, não me lembro exatamente com que idade o Nicolas voltou a falar (cerca de 4 anos e 11 meses), mas, desde então, nós o estimulamos TODOS OS DIAS!
Ele sempre faz seminários na escola, ou apresentação na Feira de Ciências e tem um destaque significativo em relação a outros alunos, pois ele foca exatamente no que tem que dizer e consegue repetir tudo, exatamente tudo o que decora, por diversas vezes.

Em agosto de 2011, um amigo Rotariano, Emerson Borges, tomou conhecimento de nosso blog e nos convidou para uma palestra em seu clube. Conversei com o Nicolas e disse a ele que, já que teríamos que fazer palestras quando o livro estivesse pronto, que seria uma boa oportunidadce de começarmos. Nicolas concordou e, com a maior boa vontade, preparou seus próprios slides da apresentação.

A palestra foi emocionante e várias pessoas choraram, não porque tivesse um apelo de "coitadinho", mas por verem um autista pegando um microfone e dando uma palestra em um lugar totalmente diferente de sua zona de conforto. Foi um sucesso. Após esta palestra, um outro amigo Rotariano, o Osvanir (Alemão) nos convidou para irmos em sue clube. Fomos e o Nicolas arrasou. Resultado: palestra após palestra o |Nicolas tem mostrado melhora significante em seu desempenho com a sociedade. Professores já disseram que ele melhorou muito depois das palestras e, a cada palestra, notamos a visível melhora em seu desempenho e em sua sociabilização.

Hoje estamos dando palestras para professores que trabalham com inclusão, pais de autistas, psicólogas, psiquiatras, psico-pedagogas, em faculdades, escolas, etc.

Pesquisei e descobri que há caso de pessoas consideradas autistas que apresentaram melhoras após terem sido expostas ao contato com outras pessoas (não sei se posso citar o nome aqui, portanto não darei a fonte, mas fica a dica).

Na minha opinião, continua valendo o que acredito: Tudo só é 100% possível, se você tentar 100%. Vale a pena divulgar, pois ainda há pessoas que escondem os autistas em casa e acreditam que seu filho, ou aluno, está condenado à não sociabilização.