quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Meu filho é um adolescente!

Ontem, 13/11/2012, foi a primeira vez que o Nicolas saiu de casa como um adolescente. Sem pai nem mãe ao seu lado. Meu coração quase saiu pela boca de preocupação, mas manteve-se forte em meu peito para aguentar a emoção.

Eu tive um curso de Risotto com meu marido e dei a ideia ao Nicolas e ao Guilherme de irem ao Shopping enquanto eu e o papai fazíamos o curso.

Nicolas mostrou-se reticente no começo, mas acabou achando a ideia legal de ter sua primeira noite como um adolescente. Para fazer-lhes companhia, um intercambista da França que veio nos visitar, Humbert, foi com eles ao Shopping. Sabendo do autismo do Nicolas, Humbert prontificou-se a ajudá-lo a atravessar a rua segurando sua mão, o que me emocionou muito.

Apesar de independente, o Nicolas precisa sentir que tem alguém por perto que possa confortá-lo e dar-lhe segurança quando ele está do lado de fora de sua casa. A primeira coisa que ele faz quando estamos em algum lugar estranho é segurar minha mão, mas ontem ele só precisou segurar a mão do Humbert para atravessar a rua, depois disso, os três me disseram que a noite foi ótima e que o Nicolas interagiu DE VERDADE!

Durante o passeio pelo Shopping, eles foram a lojas de games (o que o Nicolas ama!) e foram a diversas outras lojas. Depois foram à praça de alimentação e cada um escolheu o queria comer. Lá, encontraram uma amiga de escola do Gui e o Nicolas participou das conversas o tempo inteiro.

Em um determinado momento, a garota perguntou a ele:
- Nicolas, você já tem namorada? - ao que ele respondeu:
- Ainda não, mas eu já estou procurando!

Quando fomos buscá-los no Shopping, o Nicolas correu para me abraçar e disse que adorou seu primeiro dia como um adolescente. Agi normalmente por fora, mas por dentro... Ah, meu coração! Agora sei que não sou cardíaca! hahahaha

Hoje, pela manhã, ele me pediu se podem fazer isso mais vezes e quer convidar o João Pedro, que é seu amigo há anos (a quem eu cito no livro). Disse a ele que será um prazer levá-lo quantas vezes ele quiser.

Eu sei que cada caso é um caso e que cada autista tem suas limitações, como todo e qualquer ser humano, mas temos que rever nossas limitações também. Orei muito para Deus protegê-lo e continuarei orando.

Só posso dizer que estou muito feliz :-)

Pois é, meu filho cresceu.  


Obrigada Humbert e Guilherme por terem ajudado neste momento tão especial.