domingo, 20 de novembro de 2011

Capítulo 29 - Procurando equilíbrio na vida social

Quando o Nicolas começou a freqüentar a escola especializada para autistas, pudemos ver mudanças já logo no primeiro dia. A utilização do método TEACCH só veio reforçar os trabalhos que estávamos fazendo com o Nicolas em casa e ele, como sempre muito inteligente, logo percebeu a dinâmica do processo e mostrou-se disposto a seguir as novas regras.

Claro que, além de inteligente, isso foi mais das características que fomos notando no Nicolas e, mais tarde, em alguns outros autistas com os quais tivemos contato, que é a de não fazer mais aquilo que aprendeu que é errado. Se ele entende que é errado, ele não faz mais.

Essas mudanças e melhoras foram os principais fatores que ajudaram o Alexsander a se sentir mais útil. Desde que o Nicolas nasceu, tivemos que postergar estudo de ambas as partes, compra da casa, compra do nosso carro, e assim por diante. Claro que algumas coisas nos chateavam. Eu queira fazer meu Mestrado, o Alexsander precisava de um curso de graduação, tínhamos que investir em nosso escritório e mais uma série de coisas que com o passar do tempo, fomos conquistando.

Naquela época, nossos esforços estavam mesmo concentrados em ajudar nosso anjo. O Nicolas ficou tão bem e evoluiu tanto, que uma das professoras e coordenadoras da escola que admitiu o Nicolas como autista, nos convocou na escola um ano depois para dizer que ela não achava que o Nicolas fosse autista. Explicamos a ela que, toda a evolução que ele teve, foi devido à dedicação da escola e nossa em casa.

Nossa discussão principal era: como ele poderia não ser autista e eles o terem admitido na escola? Como só foram perceber isso um ano depois? E todos os atestados que já tínhamos de diferentes especialistas?

*Leia mais no livro "Meu filho ERA autista" - informações: meufilhoeraautista@yahoo.com.br