domingo, 16 de dezembro de 2012

A polêmica: o assassino era autista ou não?

O post aqui colocado não tem a intenção de corroborar, atacar, ir a favor ou contra ninguém. É minha visão em meu blog. Não posso atacar um outro ser-humano só porque não concordo com sua posição. Sabedoria e paz de espírito adquiri-se com o tempo.

Após a grande tragédia ocorrida nos Estados Unidos, começou a grande tragédia na Internet. Dizer se o assassino era ou não autista.

* Primeiramente: temos muito com o que nos preocupar, como por exemplo, orarmos pelas família que ficaram sem seus entes queridos.

*Segundo: Quantos assassinatos destes já ocorreu nos Estados Unidos e no mundo e a pessoa era autista?

Na entrevista dada pela psicóloga no programa do Faustão, notem que ela está falando sobre psicopatia, quando é cortada pelo Faustão, que tem a dinâmica de sempre fazer uma entrevista onde ele participa o tempo inteiro falando junto com o entrevistado.

A psicóloga, Elizabeth Monteiro, então, diz que LEU que o menino era Asperger e Faustão pergunta a ela o que é Asperger. Quando ela começa a explicar, que Asperger é uma forma de autismo onde a pessoa é considerada, por muitas vezes inteligente, o Faustão corta-a novamente e pergunta sobre o fato de a mãe não ter percebido nada de errado no filho, então, a psicóloga continua falando de acordo com o que é perguntada. Ela não diz: "O assassino era autista/asperger". Ela diz que leu sobre isso, o que realmente está veiculando na imprensa escrita. O Faustão, gostem ou não do jeito de ele entrevistar, também não afirmou que o garoto fosse autista.

Temos que tomar cuidado para não veicularmos algo que não é verdadeiro para não abalar ainda mais a imagem de nossos anjos azuis. Eu não assisti ao programa, por isso fui ao site para pegar a entrevista, que segue o link para quem quiser ver. O papo entre os dois acontece nos primeiros 05 minutos, depois desenvolve para o quadro Divã.

Temos duas visões aqui:
* Suponhamos que tudo não tenha passado de um mal entendido. Contudo, ficou um mal entendido, logo precisamos de uma retratação. É só pedirmos com EDUCAÇÃO para que isso aconteça. Mobilizemo-nos, mas com sabedoria.

* Digamos que ela esteja errada e que tenha realmente dito isso ou aquilo. A pergunta é: O fato de xingarmos, ameaçarmos, humilharmos irá fazer-nos diferentes dela? Superiores? A agressão é a melhor forma de expressão? Se as declarações foram tão ofensivas, como podemos reagir da mesma forma? O que temos aprendido com nossos anjos?

O Nicolas me traz uma paz de espírito tão grande, uma certeza tão grande de que eu quero um mundo melhor e cheio de paz, que só penso em reivindicar da melhor forma possível. Saber expressar-me sem ofender.

http://tvg.globo.com/programas/domingao-do-faustao/O-Programa/noticia/2012/12/totia-meirelles-participa-do-diva-do-faustao-no-palco-do-domingao.html