domingo, 9 de dezembro de 2012

Superação não significa cura!

Antes de julgar, tente conhecer. O mal julgamento e a intolerância são as armas que fazem as guerras e trazem destruição para o mundo. Nossos anjos azuis precisam de paz e de nossa união.



Amanda Ribeiro: Na própria capa do livro está escrito que ele é sobre a “história real de um garoto que nasceu autista e que aprendeu a viver em dois mundos”, não sobre a “cura” do Nicolas ou coisas do tipo.
O livro trata de como o Nicolas conseguiu se adaptar no mundo em que vivemos e da luta que a Anita e o Alexsander tiveram para que isso fosse possível. E posso dizer que o esforço deles não foi em vão.
Não tenho muito conhecimento sobre o autismo e o Nicolas é o único autista que conheço. No mês passado, tive o prazer de ir ao shopping com o Nicolas e alguns amigos. Apesar de reclamar um pouco, ele conseguiu interagir conosco e nosso passeio foi muito divertido. Graças ao esforço (que está descrito no livro!) da Anita e do Alex, o Nicolas consegue SIM viver em dois mundos!
Anita, eu te admiro muito! Não só pela sua história escrita no livro, mas pelo o que você é como pessoa. Parabéns por tudo e principalmente por ser a mãe exemplar e dedicada que você é. Obrigada por nos ensinar tanto!
Amanda Ribeiro, estudante, 16 anos, Jandira-São Paulo

Irai Barros Oliveira Li o livro "Meu filho ERA autista" e na página 132, está registrado o seguinte: "Não existe cura, mas pode-se melhorar a vida de um indivíduo de tal forma a confundí-lo com uma pessoa não autista ".Anita, parabéns pela coragem de escrever a história de sua família e assim motivar toda mãe a olhar para seu filho e acreditar que cada ser é único e que nasceu para progredir e ser feliz! Bjs
Irai Barros Oliveira, Professora, Carapicuíba-São Paulo

Amparo Farias Marques Amparo Farias Marques Amiga Anita, se todos tivessem a audacia, capacidade, humildade, amor incondiiconal de mae, que lutou desde que o Nicolas nasceu, enfrentou tudo o que pode para que seu filho fosee o menino que é hoje, e voce uma super mulher ter a coragem que teve e tem até hoje e escrever esse livro maravilhoso MEU FILHO ERA AUTISTA, ao qual uma liçao de vida para todos nós. Sua familia é uma familia abençoada e muito e se Deus te deu essa pessoinha mais que especial , amdao, querido por todos NICOLAS, essa familia linda para superar tudo isso, o que mais uma pessoa quer na vida exatamente o que voce fez alias voces fizeram: Anita, Alex, Guilherme, e junto Nicolas a maõ de Deus esta por tras, por cima, ao lado de tudo isso. E esse livro que liaço de vida, mãe que é realmente mãe passa tudo o que passou para fazer que seu filho seja o que ele é hoje não tem palavras. Parabens e nós nao vamos deixar que nada nem ninguem venha a destruir essa historia de amor, superaçao, inteligencia, carinho que conquistou a todos nós. Beijuss
Amparo Farias Marques, Pedagoga, Carapicuíba-São Paulo


Kátia Petrocino Coutrim:  Querida Anita... comentando seu post sobre o "porque do nome" do livro que escreveu, aqui vão algumas considerações que gostaria de fazer.
Quando vi a capa do seu livro e pensei em comprar, JAMAIS imaginei que se trataria de uma CURA (que sabemos que inexiste, pois não se trata nem mesmo de nenhuma DOENÇA e sim uma CONDIÇÃO DE VIDA DIFERENTE. E tinha certeza que o livro retratava uma história parecida com a minha... De um caso de SUPERAÇÃO e não de cura...
Mas não imaginava que poderia ser TÃO parecida, pois sabemos que a historia de vida de cada um é muito diferente... (até a questão de ser integrante de uma banda, achei fantástico a identificação, pois também sou a quase trinta anos...hehehe)... Domingo agora, 16/12 o Lu completará 14 anos e está indo muito feliz, muito bem, na escola regular, dentro da inclusão...(daqui a pouquinho estarei indo para a reunião final de pais alí na escola dele...que é pertinho de casa e consegui fazer com que ele aprendesse a ir a pé sozinho...)
O que vejo aqui? Seu livro deixa claro, MUITO CLARO, que através de sua fé, força de vontade e de acreditar que o Nícolas tinha (e tem muito) potencial, você não ficou parada, simplesmente aceitando "MEU FILHO É AUTISTA...FAZER O QUE NE? DEUS QUIS ASSIM..." não!!!!! Você, como eu, está nesta luta ha catorze anos! Cada dia é uma conquista uma vitória...Cada dia seu filho aprende mais a conviver nos dois mundos, a dos Autistas e dos NTs (pra quem não sabe, desculpe se é muito obvio, Neurotípicos ou "normais")
E ao ler o seu livro, comecei a criar coragem e ter inspiração para continuar o meu projeto (já começado e parado também por várias vezes... como você disse no seu livro...)
Então só queria mais uma vez te agradecer, pelo apoio e ajuda a tantas mamães que seu livro está trazendo, e pela inspiração a me encorajar a fazer o mesmo... Posso também dizer que Luciano Henerique ERA autista, e hoje aprendeu (e ainda aprenderá muito mais) a conviver nos dois mundos... o MUNDO ÁSPIE e o MUNDO NT... 
Acho que temos mais que obrigação de colocar os dons que Deus nos deu à serviço dos nossos irmãos, principalmente aqueles que precisam de nossa ajuda... E é o que você fez...contou sua história de vida, como fez e está fazendo para que seu filho simplesmente SEJA FELIZ... 
Anita Brito, a você, seu esposo e filhos (especialmente ao querido Nicolas) um grande abraço....um Santo Natal e um Ótimo 2013! Deus continue abençoando a vida de vocês e traga muita paz, saude e alegria por todo ano que virá!
Beijos... 
Kátia P. Coutrim (mãe de Luciano Henrique-Áspie)

Carlos Oliveira, Jataí-Goiás

Considerações pessoais sobre o livro Meu filho ERA autista - Anita Brito

Bom, foram muitas observações, riscos, sublinhados, risos, choros nessa obra tão pessoal da escritora. Durante a leitura tive oportunidade de conhece-la no facebook e trocar algumas impressões. Nossa, que mulher alto astral. Não só ela, mas também o Alexsander Sales.
Fiquei muito feliz em conhecer o trajeto dessa família, foi mostrado que apenas o amor é capaz de vencer as mais diversas problemáticas da vida, sejam quaisquer campos. Se não houvesse ali a presença constante do amor, digo de forma lúcida: eles não teriam conseguido.
A medida que ia lendo, minhas anotações eram sobre os aspectos do autismo, mas logo comecei a analisar os fatores psicológicos dos pais, e a presença dos sentimentos amorosos com a criança ao longo da história.
Posso fazer aqui nessa pequena resenha mil críticas sobre a forma que o país ampara nossas crianças autistas (ou não amparam, na verdade rsrs). Posso falar da falta de especialização de médicos, psicólogos, professores, etc. Posso falar também da falta de estrutura nas cidades, que por simples ajustes poderiam resolver facilmente questões como: barulho dos sinais nas escolas, lugar apropriado mais reservado em shoppings ou casas de festas, recepcionistas preparados para atender portadores das mais diversas necessidades, etc. Mas não quero falar disso nessa resenha, falarei disso nas reuniões presenciais do grupo ou em outros tópicos.
Não quero envaidecer ou puxar saco de ninguém, o que vou dizer nem pode ser certo, mas é minha impressão pessoal.
Chorei meio balde de lágrimas em cada momento onde vi a presença amorosa dos pais renunciando as mais diversas questões da vida, para apostar do desenvolvimento do filho. Talvez por ser homem, me senti mais a vontade tentando entrar no papel do Alex. Quando esse homem deixa o emprego para ficar por conta do transporte do filho no trajeto casa – escola e escola – casa eu tive um “troço” pensando comigo mesmo: “Nossa, como esse pai foi corajoso, com a situação financeira da família abalada, filho em situação delicada, ter a coragem de renunciar sua carreira profissional para trabalhar na educação da criança. Alex, na boa, você pode ter seus defeitos, afinal todos temos, mas você é foda cara! (me desculpe o linguajar rsrs).
Sobre a Anita então, nem consigo falar. São inúmeros os casos em que ela dá seu testemunho de amor ao filho, e luta com todas as forças contra as mais diversas barreiras que ficam a caminho do aprendizado do amado filho. Anita, você também é foda pra caralho!! (outra vez, desculpe o linguajar, não acontecerá de novo rsrsrs).
Para dar um toque pessoal, dois aspectos que me marcaram muito foram: A presença de Deus na vida do casal e o amor verdadeiro que foi presente entre eles durante toda a narrativa.     Repito: Não existe técnica ou metodologia no mundo inteiro que funcione sem a presença do amor.
O que a Anita traz claramente em seu livro, sobre amar a Deus e buscar em Sua sabedoria e bondade é essencial para poder termos forças para lidar com as situações conflitivas da vida. É o que nos impulsiona a ver as situações não como fonte do acaso, mas sim como fonte sublime de experiências e conhecimentos que vêm para nos mudar. Afirmo com as forças de minha alma: Pais, mães, irmãos de portadores de autismo: Deus tem um plano para todos vocês. Aproveitem essa oportunidade de se melhorar sempre, cada dia mais, buscando amar ao próximo, iniciando os trabalhos dentro de casa. Amem, tenham fé e paciência, pois vocês tem uma das chaves para o céu.
Recomendo a leitura a todos. Entrem em contato com meufilhoeraautista@yahoo.com.br e adquiram essa obra.
Minhas mais belas vibrações ao Nícolas, Gui, Alex e Anita. Vou sempre buscar em vocês a fonte de inspirações necessárias para lidar melhor com as situações narradas neste livro. Nessa viagem, conheci mais de perto minha amiga Lorena Prado, meus caros José Antônio e Marcos Silva. Quero estar presente na vida do João Pedro enquanto Deus me der forças. Não só do João Pedro, mas também de todos do nosso grupo Autismo – Jataí-GO (Ou melhor, Autismo – Goiás, vejo que dia após dia estamos tomando essa forma).
Só para concluir, resumo: amem amigos, amem verdadeiramente e tenham paciência. Nada como um dia após outro. O trabalho é longo, mas de acordo com a Anita: FUNCIONA. Ajuda nossas crianças e a nós mesmos.
Fiquem em paz.
Carlos Oliveira