terça-feira, 22 de março de 2011

CAPITULO 11

Confesso: eu estava desesperada! A expressão de uma dorzinha incômoda no rosto dele não condizia com o tamanho do hematoma na nádega dele e, o fato de ele estar meio que mancando e andando arcado, não aliviava em nada. Apesar de ele ser enorme, eu o peguei no colo e ele fez uma carinha de dor que deu dó, então eu comecei a conversar com ele e a perguntar, sem passar todo o desespero que eu estava sentindo, se ele tinha apanhado de alguém ou se alguém tinha tentado fazer alguma coisa com ele. Ele me olhava com o olhar mais doce do mundo e balançava a cabecinha dizendo que não.
Fiz mil perguntas com a voz mais calma que eu consegui fazer no momento e ele ficou me olhando um pouco, mas logo desviou o olhar sem dizer nada. Quando respondia, era só não com a cabeça. Continuei conversando com ele, mas tudo era “Não”. Por fim, decidimos ir dormir, por volta da 01:00 da manhã, e o Alexsander foi levá-lo ao banheiro enquanto eu fui arrumar sua cama. Só ouvi o grito do Alexsander e o vi caindo de costas para a parede.
- Amor, do céu! Vem ver isso!!! A caxumba do Nicolas desceu!
O Alexsander quase desmaiou. (...)
*Leia mais no livro "Meu filho ERA autista" - informações: meufilhoeraautista@yahoo.com.br